Sob teste

Vale (VALE3) estica alta após 4T pressionado e levanta alerta de realização

Prejuízo contábil contrasta com operação resiliente, enquanto indicadores técnicos apontam sobrecompra.

Vale - Crédito: Shutterstock
Vale - Crédito: Shutterstock
  • Prejuízo de US$ 3,8 bilhões no 4T25 por baixas contábeis
  • Operação resiliente com Ebitda de US$ 4,5 bilhões e dívida sob controle
  • Ação sobe 24% no ano e indicadores técnicos apontam sobrecompra

A Vale (VALE3) reportou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no 4T25, quase cinco vezes superior ao resultado negativo de um ano antes. O impacto veio, sobretudo, de baixas contábeis bilionárias em ativos de níquel e imposto diferido.

Ainda assim, na base proforma, a companhia teria registrado lucro de US$ 1,4 bilhão, embora abaixo das estimativas do mercado. Enquanto isso, as ações acumulam alta próxima de 24% em 2026, o que aumenta o debate sobre possível realização técnica.

Resultado forte na operação, mas pressão na linha final

Apesar do prejuízo contábil, a mineradora entregou Ebitda de US$ 4,5 bilhões e receita de US$ 11 bilhões, com avanço anual de 9%. Além disso, a companhia reduziu a dívida líquida expandida para US$ 15,5 bilhões, dentro da meta.

No ano de 2025, a Vale acumulou lucro de R$ 13,8 bilhões e gerou US$ 1,6 bilhão em fluxo de caixa livre recorrente, reforçando disciplina operacional. Portanto, o desempenho estrutural segue consistente.

Mesmo assim, o prejuízo reportado e o lucro abaixo do consenso mantêm parte do mercado cautelosa no curtíssimo prazo.

Técnica aponta sobrecompra após rali

No gráfico, o papel renovou máxima histórica em R$ 91,62, mas fechou abaixo desse nível, sinalizando possível perda de fôlego. Além disso, o IFR diário se aproxima da sobrecompra, enquanto o semanal já opera em patamar elevado.

Assim, o movimento mostra sinais de esticamento, ainda que a tendência principal continue altista. Para manter o impulso, a ação precisa sustentar preços acima das médias móveis e romper novamente a máxima recente.

Por outro lado, uma perda de suportes próximos pode abrir espaço para ajuste técnico, sem necessariamente comprometer a estrutura de médio prazo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.