Tensão financeira

BB (BBAS3) registra perda bilionária ligada a ações da Braskem (BRKM5)

Caso envolve garantias da Novonor e acordo com IG4 Capital.

Imagem/Reprodução BB
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  • BB registrou perda de R$ 3,6 bilhões ligada a garantias em ações da Braskem
  • Operação envolveu acordo da IG4 Capital sobre dívidas da Novonor
  • Banco afirma que não espera novos impactos no 1T26

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou uma perda de R$ 3,6 bilhões no 4T25 relacionada a ações da Braskem (BRKM5) dadas como garantia pela Novonor. Embora o banco não tenha detalhado toda a estrutura, a operação impactou diretamente os indicadores de crédito no trimestre.

Além disso, o caso ocorreu em meio ao acordo firmado em dezembro de 2025 entre a IG4 Capital e credores para aquisição de dívidas garantidas por ações da petroquímica. A transação avançou sobre o controle da empresa e envolveu bancos como Itaú, Santander e Bradesco, totalizando cerca de R$ 20 bilhões.

Estrutura da operação e impacto no balanço

Segundo o vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do BB, Felipe Prince, o crédito foi repassado a um fundo especializado em ativos de maior risco. Contudo, durante as negociações, a operação ficou inadimplente, o que levou ao reconhecimento da perda.

O executivo afirmou que o banco tentou diferentes soluções no passado, mas não conseguiu implementá-las integralmente. Por isso, a instituição criou uma estrutura para viabilizar a regularização do crédito ao longo de 2025.

Ainda assim, o BB indicou que o caso não deve gerar novos impactos relevantes no primeiro trimestre de 2026, o que reduz a incerteza de curto prazo.

Indicadores pressionados, mas sem efeito recorrente

O episódio afetou o índice de cobertura para créditos de liquidação duvidosa, que caiu para 155,4% no trimestre. Entretanto, sem esse evento específico, o indicador teria ficado em 164,7%, nível considerado mais confortável.

Assim, o impacto foi pontual, embora relevante para o resultado do período. O mercado agora acompanha se haverá reflexos adicionais na percepção de risco do banco.

Por fim, a regularização da operação e a ausência de novos efeitos devem ser determinantes para estabilizar as expectativas.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.