Forte volatilidade

Raízen (RAIZ4) perde R$ 15,6 bi e ação oscila forte: mercado ainda teme dívida

Prejuízo bilionário e alavancagem elevada mantêm investidores em modo cautela.

logo raizen Totem Rondonopolis divulgacao
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  • Prejuízo de R$ 15,6 bilhões amplia volatilidade de RAIZ4
  • Dívida líquida atinge R$ 55,3 bilhões e preocupa investidores
  • Controladores sinalizam possível aporte de capital

A Raízen (RAIZ4) voltou a registrar forte volatilidade após divulgar prejuízo de R$ 15,65 bilhões no 3º trimestre da safra 2025/26. O papel chegou a subir 16,6% na máxima do dia, mas também caiu mais de 10% na mínima, refletindo a sensibilidade típica de ações negociadas na casa dos centavos.

Embora o resultado tenha chamado atenção pelo tamanho da perda, o foco do mercado permanece na alavancagem de R$ 55,3 bilhões, alta de 43,3% em um ano. Além disso, investidores aguardam mais clareza sobre o plano de reestruturação financeira.

O que pesou no resultado

A companhia registrou R$ 11 bilhões em impairments e diversos ajustes contábeis, o que ampliou o prejuízo. Ainda assim, o EBITDA ajustado somou R$ 3,15 bilhões, com queda de 3,3% ano contra ano, enquanto a receita recuou 9,7%, para R$ 60,4 bilhões.

Segundo a administração, o ambiente macro pressionou a produtividade agrícola e os preços de açúcar e etanol.

Porém, a empresa afirmou que não enfrenta um problema operacional, mas sim financeiro, e destacou que preserva investimentos em plantio e segurança dos canaviais.

Além disso, Cosan (CSAN3) e Shell se comprometeram a aportar capital, caso necessário. A companhia também avalia venda de ativos e alternativas estruturais para fortalecer o balanço.

Mercado divide opiniões

A XP destacou que os números vieram “nebulosos”, com muitos ajustes que dificultam a leitura do lucro recorrente.

A casa segue em modo “wait and see”, enquanto investidores aguardam um plano mais claro para redução da dívida.

Por outro lado, o Bradesco BBI manteve recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 1, e apontou que o Ebitda anual pode superar R$ 10 bilhões.

Ainda assim, o banco reconhece que a dívida líquida segue como principal desafio.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.