
- BBAS3 cai mais de 5% após rali de quase 8% na véspera
- Mercado questiona qualidade do crédito e recuperação do agro
- Goldman e JP Morgan mantêm recomendação neutra
Após disparar quase 8% na máxima da sessão anterior, Banco do Brasil (BBAS3) devolveu parte dos ganhos e entrou em queda firme nesta sexta-feira (13). Às 11h53, a ação recuava 5,26%, a R$ 24,66, refletindo uma leitura mais fria do mercado após o balanço.
Embora o banco tenha divulgado lucro acima do esperado no 4T25, investidores voltaram a focar na piora da inadimplência e na recuperação ainda lenta da carteira agro. Além disso, a administração indicou que melhora mais consistente deve ocorrer apenas no segundo semestre, o que aumentou a cautela.
Analistas mantêm visão neutra
O JP Morgan realizou teleconferência com a área de RI e destacou preocupações dos investidores locais com a qualidade dos ativos. O banco apontou que o elevado volume de empréstimos prorrogados (R$ 64 bilhões), renegociados (R$ 80 bilhões) e os R$ 35,5 bilhões ligados à MP 1.314 mantêm o debate sobre riscos estruturais no radar.
Enquanto investidores estrangeiros enxergam valuation atrativo, o JP Morgan reiterou recomendação neutra, ressaltando que o ritmo de normalização do crédito ainda gera incertezas. Portanto, o mercado segue dividido entre preço descontado e risco de execução.
Já o Goldman Sachs também manteve recomendação neutra, mas elevou o preço-alvo de R$ 21 para R$ 24. O banco projeta lucro recorrente de R$ 24,3 bilhões em 2026 e ROE de 12,5%, embora veja riscos de revisão negativa nas estimativas caso a receita líquida de juros perca força.