
- ENEV3 sobe quase 8% após revisão dos preços-teto
- Governo eleva teto para térmicas a gás a R$ 2,9 milhões/MW.ano
- Bancos veem alívio e retomada do cenário-base para a companhia
As ações da Eneva (ENEV3) saltaram 7,9% às 10h20, a R$ 21,41, após o governo elevar os preços-teto do leilão de capacidade. O movimento ocorre depois da forte queda registrada no início da semana, quando os valores iniciais frustraram investidores.
O Ministério de Minas e Energia revisou as premissas após ouvir agentes do setor e admitir distorções nos cálculos anteriores. Assim, o mercado interpretou a mudança como um alívio relevante para a companhia, que figura entre as principais interessadas no certame.
Preços sobem e tese ganha fôlego
O preço-teto para usinas existentes a gás e carvão subiu para R$ 2,25 milhões/MW.ano, ante R$ 1,12 milhão divulgados antes. Além disso, projetos novos a gás passaram para R$ 2,9 milhões/MW.ano, contra R$ 1,6 milhão anteriores, enquanto hidrelétricas mantiveram R$ 1,4 milhão/MW.ano.
Com isso, bancos como Citi e Bradesco BBI avaliaram que os novos patamares fazem mais sentido econômico. Portanto, a revisão reduz o risco de retorno insuficiente e melhora a visibilidade de receita futura.
Nesse cenário, o BBI vê espaço para a Eneva (ENEV3) contratar projetos como o Celse 2 e potencialmente monetizar ativos adicionais. Dessa forma, o mercado passou a reprecificar o papel após a forte realização anterior.