
- FGC cobrirá até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ do Banco Pleno
- Investidor precisa solicitar o pagamento pelo aplicativo oficial
- Prazo para pedir ressarcimento chega a cinco anos
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) terá que realizar novos pagamentos após a liquidação do Banco Pleno. A entidade já ressarce clientes do Master e do Will Bank e agora prepara a cobertura dos investidores do antigo Voiter.
Além disso, o fundo garante valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição. O limite total chega a R$ 1 milhão a cada quatro anos por investidor.
Quem tem direito ao dinheiro
O Banco Central estimou um passivo de cerca de R$ 6,8 bilhões no banco. Desse total, aproximadamente R$ 5,2 bilhões estavam em CDBs e cerca de R$ 760 milhões em letras financeiras.
Entretanto, nem tudo entra na garantia. O FGC calcula cerca de R$ 4,9 bilhões elegíveis à cobertura dentro das regras do fundo.
Recebe quem aparece como titular do crédito na instituição. Em contas conjuntas, o valor é dividido entre os titulares.
Como solicitar o pagamento
O investidor não recebe automaticamente. Primeiro, ele precisa baixar o aplicativo oficial do FGC e realizar o cadastro com biometria e documentos.
Depois, o sistema exibirá o valor a receber. Em seguida, o credor assina digitalmente a solicitação e informa uma conta bancária para depósito.
Desse modo, o pagamento só começa após o liquidante enviar a base de dados ao fundo. Ainda não existe data definida para liberação.
Regras importantes do FGC
A cobertura vale para produtos como CDB, RDB, LCI, LCA, poupança e conta corrente. O limite considera a soma de todos os investimentos dentro do mesmo conglomerado financeiro.
Ademais, o investidor tem até cinco anos após a liquidação para pedir o ressarcimento. Caso o nome não apareça no sistema, ele deverá procurar o liquidante e comprovar a aplicação.
Por fim, o fundo também alertou para golpes. A entidade não cobra taxas, não antecipa valores e não faz contato por WhatsApp ou SMS.