
- Venda da GIP criou nova geração de bilionários e gestores privados
- Family offices já controlam mais de US$ 5 trilhões
- Capital começa a migrar da bolsa para ativos privados
A compra da Global Infrastructure Partners (GIP) pela BlackRock por cerca de US$ 12,5 bilhões iniciou um efeito dominó no mercado financeiro. Fundadores da gestora passaram a abrir ou ampliar seus próprios family offices para administrar fortunas recém-criadas.
O movimento acompanha um fenômeno maior: eventos de liquidez bilionários estão transformando executivos de private equity em novos bilionários globais.
O boom dos family offices
Pelo menos quatro dos seis fundadores da GIP estruturaram empresas próprias de gestão patrimonial após a venda. Nesse sentido, o grupo soma patrimônio mínimo de US$ 3,7 bilhões.
Hoje, cerca de 20% das 500 pessoas mais ricas do mundo já possuem um family office. Juntas, essas estruturas supervisionam mais de US$ 5 trilhões.
Desse modo, a criação dessas empresas cresceu fortemente nas últimas duas décadas, principalmente depois do avanço do private equity.
O que isso muda nos mercados
Family offices investem diferente dos fundos tradicionais. Eles aplicam diretamente em startups, imóveis, crédito privado e até empresas listadas.
Ademais, a própria BlackRock já destinou mais de US$ 25 bilhões para expandir presença em ativos privados, apostando que a clássica carteira 60% ações e 40% renda fixa perdeu relevância.
Por fim, o resultado é estrutural: parte do capital global está migrando dos mercados públicos para investimentos privados de longo prazo.