Alta com dúvidas

BBAS3 sobe quase 18% em 2026, mas mercado ainda não confia totalmente no Banco do Brasil

Lucro veio forte, porém rentabilidade menor e riscos no crédito mantêm cautela dos analistas.

BBAS3 sobe quase 18% em 2026, mas mercado ainda não confia totalmente no Banco do Brasil
  • Ação sobe forte em 2026 mesmo com cautela do mercado
  • Rentabilidade menor preocupa analistas
  • Rompimento de R$ 26,89 pode destravar nova alta

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) acumulam alta de 17,79% em 2026 e reagiram bem ao balanço. Mesmo assim, o mercado continua dividido sobre o papel.

O banco reportou lucro de R$ 5,7 bilhões no 4º trimestre, acima das estimativas, mas a rentabilidade menor manteve investidores cautelosos.

O que preocupou no resultado

O principal ponto foi o ROE de 12,4%, bem abaixo dos 20,8% registrados um ano antes. Analistas enxergam dificuldade de sustentar ganhos elevados.

Relatórios de grandes bancos citam pressão nas margens, crescimento mais lento do crédito e aumento de operações renegociadas.

Além disso, o agronegócio segue no radar. O setor concentra parte relevante da carteira do banco e pode exigir provisões maiores.

O que diz o gráfico da ação

Tecnicamente, o papel continua em tendência de alta. A cotação fechou em R$ 25,82, acima das médias móveis.

Para continuar subindo, o ativo precisa romper R$ 26,09 e R$ 26,89. Se superar essa faixa, pode buscar R$ 28,49 e a máxima histórica perto de R$ 29,44.

Por outro lado, perdas abaixo de R$ 25,20 e R$ 24,30 aumentariam o risco de correção.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.