Subindo

Petróleo dispara e ameaça gasolina cara após alerta de guerra envolvendo Irã

Brent supera US$ 71 e tensão internacional recoloca risco energético no radar global.

bombas petroleo
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  • Brent atingiu cerca de US$ 71 e renovou máxima semestral
  • Tensões envolvendo Irã elevaram o risco de interrupção da oferta
  • Analistas veem possibilidade de barril próximo a US$ 100

O petróleo voltou a subir forte e atingiu a máxima em cerca de seis meses. O barril Brent fechou perto de US$ 71,66, enquanto o WTI encerrou a US$ 66,40.

A alta ocorreu após novas declarações do governo dos Estados Unidos sobre o Irã. Além disso, ataques a refinarias e queda de estoques ampliaram o temor de interrupção no fornecimento global.

Geopolítica volta a comandar os preços

O presidente americano afirmou que haverá consequências caso não exista acordo nuclear. Com isso, investidores passaram a precificar risco real de conflito no Oriente Médio.

Ao mesmo tempo, autoridades israelenses elevaram o tom contra Teerã. Portanto, a possibilidade de escalada militar elevou rapidamente o prêmio de risco da commodity.

O ponto mais sensível é o Estreito de Ormuz, passagem por onde circula grande parte do petróleo mundial. Qualquer bloqueio pode reduzir oferta imediata.

O que pode acontecer agora

Analistas avaliam que uma interrupção no fluxo pode levar o barril acima de US$ 85 e até perto de US$ 100, dependendo da duração do evento.

Além disso, drones atingiram instalações russas e dados mostraram queda inesperada de 9 milhões de barris nos estoques dos EUA. Assim, a combinação de fatores reforçou o movimento de alta.

Por fim, a queda nas chances de acordo diplomático no curto prazo mantém os preços pressionados. A expectativa de volatilidade aumentou.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.