Conversas avançadas

Vibra (VBBR3) prepara reviravolta na Comerc e busca sócio para destravar valor

Negociações avançam com grupo estrangeiro e podem mudar estrutura financeira da companhia.

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  • Entrada de sócio pode retirar dívida da Comerc do balanço da Vibra (VBBR3)
  • Curtailment reduziu projeções e inviabilizou venda imediata do ativo
  • Parceria busca sinergias e pode destravar valor para acionistas

A Vibra (VBBR3) decidiu mudar os planos para a Comerc. Em vez de vender o braço de renováveis, a companhia negocia a entrada de um sócio estratégico para dividir o negócio.

A francesa EDF Renewables aparece como a candidata mais próxima. Ao mesmo tempo, a operação pode reduzir dívida consolidada e alterar a percepção dos investidores sobre a estratégia energética da empresa.

O que está sendo negociado

A proposta prevê uma fusão ou associação com outro grupo de energia limpa. Com isso, a Vibra ficaria com 50% ou menos da Comerc, deixando de consolidar a dívida da subsidiária no balanço.

O novo parceiro deve aportar ativos dentro da Comerc. Assim, a participação da Vibra seria diluída, porém a empresa espera ganho de eficiência e redução de custos operacionais.

Hoje, a Comerc possui cerca de 2 gigawatts em geração solar e eólica. A Vibra comprou metade da companhia em 2021 por R$ 3,25 bilhões e adquiriu o restante em 2024 por R$ 3,5 bilhões.

Por que a empresa mudou de estratégia

O setor de renováveis enfrenta dificuldades recentes. Cortes de geração elétrica, conhecidos como curtailment, reduziram receitas e derrubaram múltiplos das empresas do segmento.

Por causa disso, a Vibra revisou o Ebitda estimado da Comerc para 2025 para até R$ 1,15 bilhão, abaixo da projeção anterior de R$ 1,3 bilhão. Assim, a venda direta perdeu atratividade.

Mesmo assim, a empresa mantém meta de alavancagem próxima de 2,5 vezes dívida líquida/Ebitda. Por fim, a entrada de um sócio ajudaria a atingir esse objetivo sem abrir mão do crescimento no setor.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.