Impulsionado

Ouro dispara quase 3% e mercado corre para proteção após decisão dos EUA

Tarifa global, dólar mais fraco e tensão no Oriente Médio impulsionam o metal.

Barras de ouro - Reprodução: Redes sociais
Barras de ouro - Reprodução: Redes sociais
  • Ouro subiu quase 3% com aumento das incertezas globais
  • Tarifas e tensão no Oriente Médio impulsionaram a demanda
  • Analistas veem espaço para novas altas no curto prazo

O ouro voltou a subir forte nesta segunda-feira (23) e reforçou o movimento global de busca por segurança. O contrato mais negociado avançou cerca de 2,85%, encerrando próximo de US$ 5.225 por onça-troy.

A alta ocorreu após novas tarifas comerciais nos Estados Unidos, enfraquecimento do dólar e aumento das tensões geopolíticas. Com isso, investidores migraram novamente para ativos considerados proteção.

Tarifas e geopolítica puxaram a corrida

O principal gatilho foi o anúncio de uma tarifa global de 15% pelos Estados Unidos. A medida elevou o temor de desaceleração econômica e aumentou a volatilidade nos mercados.

Ao mesmo tempo, o dólar perdeu força. Como o ouro é cotado na moeda americana, a queda torna o metal mais barato para investidores estrangeiros e amplia a demanda.

Além disso, a retirada de diplomatas americanos de Beirute elevou o risco no Oriente Médio. O cenário intensificou a procura por ativos defensivos em todo o mundo.

O que os analistas estão vendo

No campo técnico, o metal rompeu uma resistência importante e manteve-se acima da média de 50 dias. Esse movimento indica continuidade da tendência de alta no curto prazo.

Além disso, projeções apontam possível avanço para a faixa entre US$ 5.285 e US$ 5.310. Caso haja correção, a região próxima de US$ 4.950 pode atuar como suporte.

Enquanto isso, a prata também acompanhou o movimento e subiu mais de 5%. Desse modo, o comportamento reforça a percepção de aumento global da aversão ao risco.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.