
- Ações da BYD caíram cerca de 40% desde o pico
- Concorrência e fim de subsídios pressionam lucros
- Queda nas vendas e excesso de produção afetam o setor
A BYD, maior fabricante de veículos elétricos do mundo, passou a preocupar o mercado após forte queda de suas ações. Os papéis recuaram cerca de 40% desde o pico do ano passado.
O movimento acompanha números fracos de vendas e mudança no cenário do setor. Analistas apontam que a empresa virou exemplo de um problema maior que atinge toda a indústria de carros elétricos.
O que mudou no crescimento da empresa
Durante anos, a expansão foi sustentada por incentivos do governo chinês. Porém, os subsídios começaram a diminuir e parte dos impostos sobre compra de veículos voltou a ser cobrada.
Ao mesmo tempo, a concorrência disparou. Hoje existem quase 400 modelos elétricos à venda na China, mais que o dobro de poucos anos atrás.
Com isso, as margens caíram rapidamente. A disputa virou uma guerra de preços e muitas montadoras passaram a vender praticamente para manter participação de mercado.
Queda nas vendas e excesso de produção
Os dados mais recentes mostram desaceleração clara. As entregas da BYD caíram cerca de 33% em janeiro na comparação anual, enquanto o mercado total recuou próximo de 20%.
Além disso, o país enfrenta excesso de capacidade produtiva. Estimativas indicam que aproximadamente 40% das fábricas automotivas chinesas estão ociosas.
Nesse cenário, empresas produzem mais carros do que a demanda consegue absorver. Por fim, o resultado é pressão sobre preços, lucros menores e maior volatilidade nas ações.