
- Carteira de ativos físicos supera empresas digitais em cerca de 35%
- Investidores buscam proteção contra impactos da IA
- Big techs investirão cerca de US$ 1,5 trilhão em infraestrutura
O avanço da inteligência artificial começou a mudar a forma como investidores escolhem ações. Segundo o Goldman Sachs, empresas com ativos físicos e infraestrutura passaram a atrair capital como proteção contra rupturas tecnológicas.
Desde o início de 2025, a carteira dessas companhias supera em cerca de 35% o desempenho de empresas mais digitais, conhecidas como asset light.
O que o mercado passou a evitar
O temor é simples: a IA pode alterar modelos de negócio rapidamente. Setores baseados em software, serviços digitais e capital humano ficaram mais expostos a mudanças bruscas.
Por isso, investidores começaram a reduzir posições nessas empresas. Até áreas antes consideradas estáveis, como tecnologia e logística, sofreram pressão recente.
Enquanto isso, companhias com infraestrutura difícil de replicar ganharam destaque. Energia, utilities, indústria pesada e recursos básicos passaram a ser vistos como mais previsíveis.
Por que os ativos físicos ganharam força
O banco afirma que o mercado agora premia capacidade produtiva, redes e engenharia complexa. Esses ativos demoram anos para serem construídos e dificilmente ficam obsoletos rapidamente.
Além disso, a própria corrida da IA reforçou essa tendência. Grandes empresas de tecnologia devem investir cerca de US$ 1,5 trilhão em infraestrutura até 2026, transformando negócios digitais em operações intensivas em capital.
Assim, juros altos e tensão geopolítica também favorecem essa mudança. O cenário aumenta gastos industriais e fortalece setores ligados à economia real.