Cautela crescente

JP Morgan vê ação cara e manda vender Magazine Luiza (MGLU3)

Banco corta preço-alvo para R$ 6 e alerta para dívida elevada e concorrência forte.

Magalu Rentabilidade ainda de quarentena
Magalu Rentabilidade ainda de quarentena
  • Preço-alvo caiu para R$ 6
  • Dívida elevada preocupa analistas
  • Concorrência limita potencial de valorização

O Magazine Luiza (MGLU3) recebeu recomendação equivalente à venda do JP Morgan. O banco reduziu o preço-alvo de R$ 6,50 para R$ 6, cerca de 42% abaixo do fechamento recente.

Mesmo com a forte alta das ações no último ano, analistas avaliam que a valorização não reflete os riscos do negócio. A combinação de dívida elevada e competição intensa preocupa o mercado.

Por que o banco ficou mais pessimista

O JP Morgan aponta um cenário de consumo ainda pressionado. Além disso, a empresa enfrenta concorrência crescente no varejo online.

A alavancagem também pesa. O banco projeta endividamento perto de 4x a 5x Ebitda, nível considerado alto para o setor.

Enquanto isso, a companhia negocia com valuation acima dos pares. Assim, mesmo com juros menores, a capacidade competitiva pode ficar limitada.

O que esperar daqui para frente

Para 2026, o banco prevê crescimento modesto do volume vendido, perto de 6%. A empresa prioriza rentabilidade, portanto deve crescer menos que grandes concorrentes.

Ao mesmo tempo, o Mercado Livre segue expandindo rapidamente no comércio eletrônico. A diferença de escala aumenta a pressão sobre participação de mercado.

Assim, os analistas acreditam que a recuperação mais forte do lucro deve ocorrer apenas a partir de 2027, caso o cenário macroeconômico melhore.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.