
- CVM nega omissão no caso Banco Master
- Órgão afirma ter tomado medidas não divulgadas
- Debate pode levar a mudanças regulatórias
O presidente interino da CVM, João Accioly, negou que o órgão tenha sido omisso no caso do Banco Master. A declaração ocorreu durante audiência no Senado nesta terça-feira (24).
Segundo ele, a autarquia realizou mais ações do que chegaram ao público. A crítica, afirmou, estaria relacionada à divulgação das medidas e não à fiscalização.
O que a CVM respondeu
Durante a sessão, senadores questionaram a atuação do regulador. Parlamentares alegaram que a comissão poderia ter denunciado irregularidades antes.
Accioly afirmou que parte das atribuições não pertence à CVM. As regras de emissão de CDBs, por exemplo, ficam sob responsabilidade do Banco Central.
Além disso, o dirigente destacou que o problema principal está nos fraudadores. Para ele, o sistema precisa aperfeiçoar mecanismos de controle para evitar novas ocorrências.
O que pode mudar agora
O presidente interino defendeu ajustes no modelo institucional. Segundo ele, o próprio desenho regulatório limita algumas ações preventivas.
Ao mesmo tempo, mencionou propostas para ampliar incentivos a denunciantes de fraudes. Assim, a medida pode aumentar a detecção antecipada de irregularidades.
Desse modo, o debate agora deve avançar no Congresso. O caso reacendeu discussões sobre supervisão e integração entre reguladores financeiros.