
- Recomendação de compra com potencial de valorização de 30%
- Produção deve crescer 75% até 2028
- Dividendos e geração de caixa reforçam a tese
O JP Morgan iniciou a cobertura da Aura Minerals (AURA33) com recomendação de compra. O banco definiu preço-alvo de US$ 105 para 2026, indicando potencial de alta de cerca de 30%.
A tese está ligada diretamente ao ouro. Para a equipe de commodities, a onça pode atingir US$ 6.300 até 2026 e US$ 6.600 em 2027, impulsionada pela demanda de investidores e bancos centrais.
Por que o banco ficou otimista
A empresa é praticamente uma produtora de ouro. Cerca de 90% da receita vem do metal, o que transforma o papel em uma forma direta de exposição à commodity.
Além disso, a companhia cresceu rápido. Desde 2017 passou de duas operações para sete projetos em quatro países.
O próximo avanço relevante será o projeto Era Dorada, previsto para operar plenamente em 2028 e adicionar aproximadamente 100 mil onças à produção anual.
Crescimento e dividendos
O banco estima que a produção aumente 75% até 2028. O EBITDA pode crescer 66% ao ano, ritmo considerado elevado para o setor.
Além disso, a estrutura financeira também chamou atenção. A mineradora apresenta alavancagem líquida negativa de 0,3x, o que abre espaço para novos investimentos.
Mesmo assim, a empresa segue pagando acionistas. Desse modo, a política prevê distribuir 20% do EBITDA, com projeção de dividend yield de 4,1% em 2026.
O que sustenta a tese
Para o JP Morgan, o papel combina duas forças.
Primeiro, o ciclo positivo do ouro. Segundo, expansão operacional com novas minas.
Por isso, a ação surge como uma alternativa para investidores que buscam proteção em cenários de juros e incerteza global.