Margem pressionada

HP corta projeções e alerta para impacto da alta dos chips de memória

Pressão de custos ligada à inteligência artificial força empresa a rever lucro esperado.

Foto: Divulgação
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  • HP reduziu projeções por alta nos custos de chips de memória
  • Receita cresceu 6,9%, mas lucro ficou pressionado
  • Empresa planeja reajustes de preços e corte de custos

A HP reduziu suas projeções para o ano fiscal e indicou que os resultados devem ficar no limite inferior do guidance anterior. A revisão ocorre porque a companhia enfrenta custos mais altos com chips de memória, pressionados pela demanda global por inteligência artificial.

Embora a receita tenha crescido no trimestre, o aumento das despesas com componentes eletrônicos levou a empresa a adotar medidas defensivas, incluindo reajuste de preços e revisão das configurações de seus produtos.

O que mudou no guidance

A companhia havia projetado lucro ajustado por ação entre US$ 2,90 e US$ 3,20 no ano fiscal. Agora, a expectativa é de desempenho mais próximo do piso dessa faixa.

Para o trimestre atual, a HP prevê lucro ajustado entre US$ 0,70 e US$ 0,76 por ação, levemente abaixo do consenso de mercado. Ainda assim, no primeiro trimestre fiscal recém-encerrado, o lucro ajustado ficou acima das estimativas.

A empresa registrou US$ 545 milhões de lucro, praticamente estável em relação ao ano anterior, enquanto a receita avançou 6,9%, para US$ 14,44 bilhões, superando projeções.

Como a empresa pretende reagir

Para compensar a alta dos custos, a HP informou que pretende aumentar preços, buscar fornecedores mais baratos e reduzir configurações de memória em parte dos equipamentos.

A pressão vem do avanço da inteligência artificial em data centers, que elevou a demanda por semicondutores e encareceu insumos para fabricantes de computadores.

Assim, mesmo com crescimento de vendas, a rentabilidade tende a ficar comprimida no curto prazo, até que os custos se estabilizem.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.