
- Tarifas dos EUA e tensão com o Irã impulsionaram o ouro
- Falha técnica na CME aumentou a volatilidade do mercado
- Bancos projetam metal perto de US$ 6.000 por onça
A procura por proteção voltou a dominar os mercados nesta sessão. O ouro subiu quase 1%, impulsionado pelo temor de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos e pela escalada geopolítica no Oriente Médio.
Além disso, um evento inesperado ampliou a cautela. O CME Group interrompeu negociações de metais e cancelou ordens do dia após falhas operacionais na plataforma, elevando ainda mais a volatilidade.
Geopolítica volta ao centro do mercado
A alta do metal precioso ocorreu porque investidores reagiram à promessa de tarifas de até 15% nos EUA, além de novas sanções contra o Irã. Dessa forma, o fluxo migrou rapidamente para ativos considerados seguros.
Enquanto isso, Washington e Teerã voltaram a trocar acusações na véspera de negociações nucleares. Consequentemente, o risco de conflito elevou a busca por proteção global.
Com esse cenário, o contrato do ouro para abril chegou a US$ 5.226 por onça, enquanto a prata avançou quase 4%. Ou seja, a valorização refletiu mais medo do que fundamentos econômicos imediatos.
Problema técnico ampliou a tensão
Perto do fechamento, a situação piorou quando a CME Globex sofreu interrupção operacional. A bolsa cancelou todas as ordens válidas para o dia, mantendo apenas ordens permanentes.
Isso gerou incerteza adicional porque traders ficaram sem referência de preços por alguns minutos. Assim, o movimento comprador ganhou força logo após a retomada.
Apesar da alta recente, o Bank of America avalia que o metal pode ir ainda mais longe. O banco projeta ouro próximo de US$ 6.000 por onça em até 12 meses, sustentado por demanda da China e dos Estados Unidos.