
- Azul (AZUL53) tem rating elevado de D para B menos
- Empresa cortou cerca de US$ 2,1 bilhões em dívida e leasing
- Alavancagem esperada cai para perto de 3 vezes o Ebitda
A Azul (AZUL53) teve sua classificação de crédito elevada pela Standard and Poor’s para B menos, ainda em grau especulativo, porém com perspectiva estável.
A revisão veio após a conclusão da reestruturação financeira da companhia aérea, que reduziu de forma relevante suas obrigações e mudou a percepção de risco entre credores.
O que mudou nas finanças
Segundo a agência, a empresa cortou cerca de US$ 2,1 bilhões entre dívida e contratos de leasing. Com isso, a companhia reduziu aproximadamente 40% da dívida bruta ajustada.
Além disso, a relação dívida sobre Ebitda deve cair para algo entre 3 e 3,5 vezes em 2026. Antes da reestruturação, esse indicador ficava acima de 6 vezes.
Portanto, o balanço passa a mostrar uma estrutura de capital mais leve, o que melhora a capacidade de pagamento e reduz o risco percebido pelo mercado.
Impacto para a empresa
A S&P afirmou que a perspectiva estável reflete a expectativa de continuidade do desempenho operacional e disciplina financeira. Assim, a companhia ganha tempo para focar na execução do plano de negócios.
Para investidores, upgrades de rating costumam reduzir custo de captação e facilitar acesso a crédito. Isso é especialmente relevante para companhias aéreas, que dependem fortemente de financiamento.
Mesmo permanecendo em grau especulativo, a melhora da nota sinaliza que o pior momento financeiro ficou para trás.