
- Mineradoras podem liberar até US$ 80 bilhões com monetização de infraestrutura
- Vale (VALE3) aparece entre as companhias com maior potencial
- Estratégia reduz custo de capital e fortalece retorno ao acionista
O Goldman Sachs identificou uma alavanca de até US$ 80 bilhões escondida dentro das grandes mineradoras globais. Segundo o banco, ativos de infraestrutura podem financiar expansão, aquisições e elevar retorno ao acionista.
Entre os destaques aparece a Vale (VALE3), cuja malha de portos, ferrovias e sistemas de energia representa fatia relevante do valor de mercado. Para o banco, o setor entra em fase em que disciplina de capital será decisiva.
Infraestrutura pode virar caixa
Ao longo de décadas, mineradoras investiram pesado em ferrovias, portos e usinas. Contudo, o mercado costuma atribuir múltiplos menores a esses ativos, mesmo quando geram fluxos previsíveis.
O Goldman calcula que seis gigantes do setor concentram cerca de US$ 95 bilhões em infraestrutura, dos quais até US$ 38 bilhões poderiam ser monetizados sem perda de controle operacional.
Além disso, redes ligadas ao minério de ferro poderiam destravar outros US$ 25 bilhões, especialmente porque oferecem receitas estáveis que atraem fundos de infraestrutura.
Vale entre as favoritas
O banco cita modelo recente adotado pela BHP, que monetizou parte de sua rede de energia mantendo controle. Esse formato pode reduzir custo de capital e liberar recursos para novos projetos.
Nesse contexto, a Vale (VALE3) surge como uma das empresas com maior potencial de captura de valor. O banco mantém recomendação de compra para a mineradora brasileira.
Portanto, o movimento não indica necessidade urgente de caixa. Pelo contrário, trata-se de estratégia para acelerar crescimento e melhorar remuneração ao acionista sem elevar alavancagem.