
- Lucro cresceu 23,9% e Ebitda subiu 14,1%
- Ação caiu no dia, mas sobe mais de 20% em 2026
- Privatização segue sendo o principal gatilho
A Copasa (CSMG3) recuou forte após divulgar o balanço do quarto trimestre, mesmo com avanço relevante nos resultados. As ações caíam cerca de 4% no pregão, apesar do lucro anualizado mais alto.
Ainda assim, no acumulado de 2026, o papel segue em destaque e já sobe mais de 20% no ano, indicando que a queda tem leitura mais pontual do que estrutural.
Resultado veio bom, mas não surpreendeu
A companhia reportou lucro líquido de R$ 337 milhões, alta de 23,9% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado por melhora operacional e menor carga tributária.
Além disso, o Ebitda atingiu R$ 731 milhões, crescimento de 14,1%, sustentado por reajuste tarifário e controle de custos.
A receita também avançou, chegando perto de R$ 1,9 bilhão, com volumes maiores e ganhos de eficiência administrativa.
O que realmente está no radar
Analistas destacam que o mercado olha menos o trimestre e mais a privatização da companhia. Portanto, o preço da ação segue ligado ao cenário político.
Corretoras mantêm visão positiva e preço-alvo ao redor de R$ 53 a R$ 55,90, pois veem valor destravado se a desestatização avançar.
Assim, a queda após o balanço indica realização de lucros, não piora estrutural na operação.
O que esperar agora
O investidor deve acompanhar principalmente o processo político em Minas Gerais. Esse fator pode influenciar mais que os resultados trimestrais.
Enquanto isso, a empresa continua mostrando eficiência operacional, com redução de perdas e controle de despesas.
Se a privatização avançar, o mercado pode reprecificar a companhia rapidamente.