
- Bitcoin acumula cinco meses consecutivos de queda
- Liquidações de US$ 1,4 bilhão reduziram alavancagem
- Mercado vê região dos US$ 60 mil como possível fundo
O Bitcoin encerra fevereiro pressionado após cair cerca de 17% no mês e completar o quinto mês consecutivo de perdas. Desde o topo histórico de US$ 126 mil em outubro de 2025, a criptomoeda já recuou aproximadamente 48%.
No acumulado de 2026, a queda gira perto de 25%, colocando à prova até investidores de longo prazo.
O que provocou a queda
A correção ocorreu junto com a piora das bolsas americanas e o aumento dos riscos macroeconômicos globais. Ao mesmo tempo, ativos defensivos como o ouro subiram.
Além disso, houve forte desalavancagem no mercado. Cerca de US$ 1,4 bilhão em posições compradas foi liquidado, reduzindo o excesso especulativo.
Assim, parte do movimento não seria perda de fundamento, mas um “reset” financeiro do mercado cripto.
O fundo pode estar perto?
Analistas apontam que o comportamento atual é diferente dos antigos bear markets. Em ciclos anteriores, o Bitcoin chegou a cair 80%, enquanto agora a queda gira perto de 45%.
Outro sinal relevante mostra que investidores retiraram cerca de US$ 7,8 bilhões dos US$ 61,6 bilhões aplicados em ETFs, sem gerar pânico generalizado.
Portanto, o mercado passou a ver a região próxima de US$ 60 mil como uma possível zona de fundo, embora os próximos meses ainda precisem confirmar esse cenário.