
- Dexco (DXCO3) reduz portfólio, fecha fábricas e vende ativos para melhorar margens
- Lucro caiu 64% em 2025, pressionado por juros altos e mercado fraco
- Empresa busca reduzir dívida líquida de R$ 5,5 bilhões com venda de ativos
A Dexco (DXCO3) iniciou uma ampla reestruturação para recuperar rentabilidade. A companhia reduziu linhas de produtos, fechou fábricas e iniciou vendas de ativos após forte queda no lucro.
Em 2025, o lucro líquido caiu 64%, para R$ 63 milhões. Ao mesmo tempo, juros elevados e demanda mais fraca no mercado de materiais de construção pressionaram os resultados da empresa.
Reestruturação busca recuperar margens
Para melhorar a rentabilidade, a Dexco (DXCO3) começou a simplificar operações. A companhia decidiu reduzir a complexidade do portfólio e priorizar produtos com maior valor agregado.
Além disso, a empresa encerrou a fábrica da Deca em João Pessoa (PB) e concentrou a produção em Cabo de Santo Agostinho (PE). Dessa forma, a companhia busca reduzir custos e aumentar eficiência industrial.
Na divisão de revestimentos cerâmicos, a empresa também suspendeu parte das linhas no Sul do país. Com isso, a Dexco pretende reduzir estoques e focar em produtos premium com margens maiores.
Venda de ativos para reduzir dívida
Ao mesmo tempo, a companhia iniciou a venda de ativos florestais que não serão utilizados na divisão de painéis de madeira. Em janeiro, a empresa negociou 1,2 milhão de metros cúbicos de ativos florestais, embora não tenha divulgado o valor da operação.
Além disso, a Dexco levantou R$ 200 milhões ao vender participação minoritária na Jatobá Florestal. A transação ocorreu por meio da emissão de novas ações para um investidor.
Mesmo assim, a dívida ainda pesa no balanço. A dívida líquida chegou a R$ 5,51 bilhões, enquanto as despesas financeiras somaram R$ 936 milhões em 2025, alta de 54%.