Sem surpresas

Fed mantém juros e frustra mercado ao sinalizar apenas um corte no ano

Banco central dos EUA eleva projeção de inflação e adota cautela diante da guerra.

Crédito: Depositphotos
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  • Fed mantém juros entre 3,50% e 3,75% ao ano.
  • Banco central projeta apenas um corte de 0,25 p.p. no ano.
  • Inflação mais alta e guerra pressionam decisões futuras.

O Federal Reserve (Fed) decidiu manter os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado. No entanto, a autoridade monetária surpreendeu ao indicar apenas um corte de 0,25 ponto percentual no ano.

Ao mesmo tempo, o banco central elevou suas projeções de inflação. Com isso, o cenário reforça uma postura mais cautelosa diante dos riscos globais, especialmente ligados ao conflito no Oriente Médio.

Inflação e guerra pesam na decisão

O Fed passou a projetar uma inflação de 2,7% no fim do ano, acima da estimativa anterior. Além disso, a autoridade destacou incertezas geradas pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Enquanto isso, os preços do petróleo subiram com força e chegaram a ultrapassar os US$ 100 por barril. Portanto, o choque energético entrou no radar da política monetária.

Ainda assim, o banco central indicou que segue observando os efeitos desse movimento. Assim, a estratégia atual evita reações mais agressivas no curto prazo.

Corte limitado e cautela no radar

Apesar da pressão inflacionária, o Fed ainda projeta redução de juros. No entanto, a expectativa agora aponta para apenas um corte em 2026, com ajustes adicionais apenas em 2027.

Além disso, o desemprego segue estável, o que reduz a urgência de estímulos. Portanto, o cenário reforça uma postura de espera por parte da autoridade monetária.

Com isso, investidores reavaliam expectativas para juros globais. Afinal, o ritmo mais lento de cortes pode impactar mercados ao redor do mundo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.