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Itaúsa (ITSA4) vira aposta do Goldman Sachs e pode subir 21% com reforma

Banco vê redução de desconto e destaca ação como canal para dividendos do Itaú.

Itausa
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  • Itaúsa (ITSA4) recebe recomendação de compra do Goldman Sachs
  • Preço-alvo de R$ 16,90 indica alta de 21%
  • Reforma tributária pode reduzir desconto e impulsionar ação

A Itaúsa (ITSA4) entrou no radar do mercado após o Goldman Sachs iniciar cobertura com recomendação de compra.

O banco definiu preço-alvo de R$ 16,90, o que indica potencial de valorização de cerca de 21% frente aos níveis atuais.

Reforma tributária pode destravar valor

O Goldman destaca que a reforma tributária pode reduzir o desconto da holding em relação ao valor patrimonial (NAV).

Além disso, mudanças no PIS/Cofins tendem a eliminar ineficiências fiscais ao longo do tempo.

Com isso, o desconto pode cair em até 7 pontos percentuais a partir de 2027.

Desconto ainda existe, mas pode diminuir

Atualmente, a Itaúsa negocia com desconto próximo de 19,1%.

No entanto, o banco considera um nível mais justo em torno de 15%.

Assim, a redução desse gap pode impulsionar a reprecificação da ação.

Itaúsa se destaca como veículo de dividendos

A holding funciona como um canal direto para acessar os proventos do Itaú Unibanco (ITUB4).

Além disso, a empresa repassa integralmente os dividendos recebidos aos acionistas.

Com isso, o dividend yield pode chegar a cerca de 8,5%, acima dos 7,3% estimados para o Itaú.

Riscos ainda estão no radar

Apesar do cenário positivo, o banco aponta riscos relevantes.

Eventuais atrasos ou mudanças na reforma podem manter o desconto elevado.

Ainda assim, o cenário base segue construtivo para o papel.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.