
- Credores pedem até 90% da Raízen (RAIZ4) em troca de dívida
- Bancos ameaçam restringir crédito à Cosan
- Empresa tenta evitar recuperação judicial com dívida de R$ 65 bilhões
Credores da Raízen (RAIZ4) elevaram a pressão e querem até 90% da companhia em troca da conversão de dívida.
O movimento supera a proposta inicial, que previa cerca de 70% de participação aos bancos.
Impasse cresce com controladores
A negociação envolve a resistência de Cosan (CSAN3) e Shell em aportar novos recursos.
Diante disso, bancos como BTG Pactual (BPAC11), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) endureceram a posição.
Além disso, há ameaça de restrição de crédito ao grupo Cosan caso não haja acordo.
Dívida bilionária acelera pressão
A Raízen entrou com recuperação extrajudicial com dívida de cerca de R$ 65 bilhões.
Agora, tenta evitar uma recuperação judicial, que teria impactos mais severos.
Por fim, o prazo para apresentação do plano vai até 6 de junho, o que acelera as negociações.
Deterioração financeira preocupa mercado
A crise da companhia reflete juros elevados e investimentos ainda sem retorno.
Além disso, o negócio de açúcar e etanol enfrenta dificuldades operacionais.
Desse modo, esse cenário reduziu a geração de caixa e aumentou o risco percebido.
Caso acende alerta no crédito corporativo
O episódio ocorre em meio a uma sequência de reestruturações no Brasil.
Nesse sentido, empresas como GPA (PCAR3) e companhias do setor de saúde também enfrentam desafios.
Com isso, o mercado já vê um ambiente mais restritivo para crédito.