
- Petrobras negocia recomprar refinaria vendida por US$ 1,65 bi
- Acordo depende de preço e pode sair ainda em 2026
- Alta do petróleo e do diesel impulsiona interesse no ativo
A Petrobras (PETR4) voltou a negociar a recompra da Refinaria de Mataripe, na Bahia, hoje sob controle do fundo Mubadala, de Abu Dhabi. As conversas ainda são iniciais, mas avançam diretamente entre as partes.
O movimento ganha força após a disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio, que elevou os custos de importação de combustíveis no Brasil.
Governo pressiona e cenário muda
A recompra da refinaria já fazia parte dos planos do governo, mas havia perdido tração. Agora, o cenário mudou com o avanço do preço do petróleo.
Além disso, o presidente Lula já havia sinalizado publicamente o interesse em retomar o ativo, vendido em 2021 por US$ 1,65 bilhão.
Com isso, a Petrobras passou a reavaliar a operação, principalmente diante da necessidade de reduzir a dependência externa.
Diesel caro acelera estratégia
O Brasil ainda importa cerca de 25% do diesel consumido, o que pressiona custos em momentos de alta global.
Enquanto isso, o parque de refino da Petrobras opera próximo do limite, o que restringe a capacidade de resposta.
Nesse contexto, a Mataripe surge como peça-chave para ampliar a produção doméstica e aliviar a pressão sobre preços.
Negociação ainda tem entraves
Apesar do interesse, ainda existem pontos críticos na negociação, principalmente o valor do ativo.
A refinaria recebeu investimentos desde a venda e hoje pode valer mais do que o preço original.
Ainda assim, fontes indicam que um acordo pode acontecer ainda em 2026, caso haja alinhamento entre Petrobras e Mubadala.