
- Banco do Brasil (BBAS3) pode ter lucro até 30% abaixo do esperado no 1T26
- BTG mantém recomendação neutra e prefere ITUB4
- Margens menores e provisões elevadas pressionam resultados
O Banco do Brasil (BBAS3) não convenceu o BTG Pactual, mesmo após alta de cerca de 9% em 2026. O banco projeta que o lucro do 1T26 pode ficar entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões, até 30% abaixo do consenso.
Além disso, o resultado deve repetir o tom mais fraco visto em 2025. O balanço será divulgado em 13 de maio, e o mercado já começa a revisar expectativas.
Margens e provisões pressionam resultado
O BTG Pactual aponta que a margem financeira menor e as provisões elevadas devem pesar nos números. Esses fatores continuam sendo os principais detratores no curto prazo.
Além disso, a qualidade dos ativos segue como preocupação, especialmente no agronegócio. A inadimplência acima de 90 dias continua em deterioração, o que aumenta o risco da carteira.
Assim, o banco acredita que o resultado pode surpreender negativamente o mercado.
2026 ainda será ano de transição
Segundo sinalizações da própria gestão do banco, o primeiro semestre deve continuar pressionado. A expectativa é de melhora apenas na segunda metade do ano.
No entanto, o BTG Pactual vê risco de decepção também no 2T26. O aumento de custos com diesel e fertilizantes pode impactar produtores rurais e atrasar a recuperação.
Com isso, o cenário para o agronegócio segue desafiador, o que mantém pressão sobre o banco.
Valuation não anima e Itaú segue preferido
Mesmo com possível revisão de lucros, o valuation não parece atrativo. O banco estima que, com corte de 20% nas projeções, o papel negociaria a cerca de 7,3 vezes lucro, com dividend yield próximo de 4%.
Ainda assim, esses níveis não são considerados suficientes para justificar uma recomendação mais otimista.
Por isso, o BTG mantém recomendação neutra para BBAS3, com preço-alvo de R$ 26. No setor, o destaque segue sendo o Itaú Unibanco (ITUB4), que continua como preferido.