
A Petrobras (PETR4) voltou ao centro de uma investigação internacional após um contrato bilionário firmado em 2025 sob o Governo Lula entrar na mira de autoridades do Peru. O caso envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento ilegal de campanhas.
Além disso, o episódio reacende preocupações no mercado sobre riscos reputacionais da estatal, principalmente em um momento de maior protagonismo político e decisões estratégicas sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Investigação internacional e contrato bilionário
O contrato, estimado em cerca de US$ 1,8 bilhão (aproximadamente R$ 9 bilhões), foi citado pelo governo peruano em um pedido à Justiça dos Estados Unidos para acesso a dados bancários e documentos financeiros.
Segundo as autoridades, o acordo envolve empresas brasileiras ligadas ao setor de engenharia e faz parte de um contexto maior de investigação sobre concessões rodoviárias em Lima, no caso conhecido como “Rutas de Lima”.
Além disso, os investigadores apuram possível pagamento de propina, lavagem de dinheiro e financiamento ilegal de campanhas sob o Governo Lula, o que pode ampliar o escopo do caso.
Movimentações suspeitas e ligação com empreiteiras
Documentos apontam movimentações consideradas suspeitas de cerca de US$ 700 mil, envolvendo operadores e ex-executivos ligados ao esquema investigado.
Essas transferências teriam ocorrido pouco antes da assinatura do contrato com a Petrobras, levantando suspeitas sobre possível relação entre os pagamentos e o negócio fechado.
O contrato foi firmado com um consórcio que inclui empresas associadas à antiga Odebrecht (atual Novonor), frequentemente citada em escândalos anteriores de corrupção na América Latina.
Impacto no mercado e riscos para PETR4
A investigação pode gerar pressão sobre as ações PETR4, especialmente se houver avanço das apurações ou envolvimento direto da estatal.
Por fim, o episódio resgata memórias de escândalos passados ligados ao Governo Lula e ao PT, e reforça a sensibilidade do mercado a qualquer notícia envolvendo corrupção na companhia.