
- Banco do Brasil (BBAS3) mantém forte exposição ao agro, mesmo com inadimplência elevada
- Garantias reais sobem para 69%, aumentando segurança do crédito
- Banco projeta melhora da qualidade da carteira em 2026
O Banco do Brasil (BBAS3) deixou claro que não pretende reduzir sua exposição ao agronegócio, mesmo após o aumento expressivo da inadimplência no setor. A sinalização veio durante o BB Day 2026.
Além disso, o banco destacou que o agro seguirá como uma das principais frentes de crédito, dada sua relevância para a economia brasileira.
Banco muda estratégia para reduzir risco
Para enfrentar o cenário mais desafiador, o BBAS3 adotou medidas para tornar o crédito mais seguro. A principal mudança foi o aumento das garantias reais.
Segundo o banco, a participação de operações com garantia de imóvel saltou de 31% para 69% na safra atual.
Com isso, a instituição busca reduzir perdas e melhorar a qualidade da carteira, mesmo mantendo forte presença no setor.
Indicadores mostram melhora gradual
Apesar do cenário ainda pressionado, o banco projeta evolução na qualidade do crédito. A chamada pontualização do agro deve atingir 95% em 2026, após ficar em 92% em 2025.
Além disso, o perfil de vencimentos ficou mais equilibrado. Em 2025, cerca de 73% dos pagamentos estavam concentrados no meio do ano, enquanto em 2026 esse número deve cair para 60%.
Outro ponto relevante envolve a carteira prorrogada de R$ 64,5 bilhões, com pagamentos diluídos até 2035.
Geopolítica e clima entram no radar
O banco também monitora fatores externos que podem impactar o setor. A guerra entre EUA e Irã, por exemplo, pode pressionar custos de insumos na próxima safra.
Além disso, eventos climáticos como o El Niño seguem como risco relevante para a produção e renda dos produtores.
Segundo executivos, o impacto mais relevante deve aparecer apenas na safra 2026/27, dependendo da evolução desses fatores.
O que esperar para BBAS3
A estratégia do Banco do Brasil (BBAS3) indica manutenção do agro como pilar central, mas com maior controle de risco.
Além disso, o uso de garantias e alongamento de dívidas deve ajudar a estabilizar a carteira ao longo do tempo.
Por fim, o mercado deve acompanhar a evolução da inadimplência e o impacto desses ajustes nos resultados do banco.