
- Copasa (CSMG3) inicia seleção de investidor para privatização
- Operação pode movimentar até R$ 10 bilhões
- Estado pode perder controle, mas manterá golden share
A Copasa (CSMG3) deu mais um passo relevante rumo à privatização. O governo de Minas Gerais abriu a fase de seleção prévia para escolher um investidor de referência, que poderá adquirir até 30% da companhia.
Além disso, o cadastramento dos interessados começa em 24 de abril e vai até 8 de maio, marcando o início formal da disputa.
Oferta pode movimentar até R$ 10 bilhões
A expectativa do governo é concluir a operação até o fim do próximo mês. O negócio pode movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.
O modelo segue a estrutura de follow-on, semelhante ao utilizado na privatização da Sabesp, com entrada de um investidor estratégico.
Com isso, a operação pode resultar na perda de controle do Estado, dependendo da adesão do mercado.
Exigências elevadas para investidores
A seleção será conduzida pela B3 e exige critérios rigorosos. Os interessados precisarão comprovar experiência em infraestrutura, com investimentos mínimos de R$ 6,3 bilhões.
Além disso, será necessário apresentar garantias financeiras robustas, incluindo cartas de fiança de pelo menos R$ 7 bilhões.
Na fase final, os investidores deverão apresentar propostas vinculantes com preço por ação.
Governo mantém influência na empresa
Mesmo com a privatização, o Estado pretende manter participação de até 5% e uma golden share, garantindo poder em decisões estratégicas.
Além disso, o governo seguirá com direito de indicar membros no conselho de administração e fiscal.
O acordo também prevê regras de lock-up e penalidades para saída antecipada de investidores.
Processo ainda depende de aval final
Apesar do avanço, o mercado ainda aguarda definições importantes. O TCE-MG autorizou o andamento, mas condicionou as etapas finais à aprovação definitiva.
Além disso, ainda há dúvidas sobre o modelo regulatório e o cronograma final da operação.
Por fim, a privatização da Copasa (CSMG3) entra em fase decisiva, com potencial de se tornar uma das maiores operações recentes no setor.