
- Suzano (SUZB3) sobe preços em US$ 50 na Europa e Américas
- Ausência da China indica desaceleração no principal mercado
- Banco mantém visão positiva e vê oportunidade na queda das ações
A Suzano (SUZB3) anunciou um novo aumento nos preços da celulose para clientes na Europa e nas Américas, com reajuste de US$ 50 por tonelada a partir de maio.
Além disso, o movimento reforça a estratégia de alta iniciada no segundo semestre, mas trouxe um sinal misto para o mercado.
Reajuste confirma força fora da China
Após o aumento, o preço na Europa chega a US$ 1.430 por tonelada, refletindo um cenário de oferta mais apertada.
Além disso, a companhia se beneficia de paradas de capacidade e recuperação da demanda nessas regiões.
Com isso, Europa e América do Norte seguem sustentando o ciclo positivo de preços.
China perde força e muda leitura
Por outro lado, o reajuste não incluiu a Ásia, especialmente a China, o que chamou atenção dos analistas.
Segundo o Bradesco BBI, isso indica desaceleração do momentum no principal mercado global.
Além disso, produtores já reduziram aumentos anteriores diante da resistência dos compradores.
Pressão no papel limita avanço
A fraqueza na demanda por papel na China pressiona margens das fabricantes, reduzindo o poder de repasse.
Além disso, esse cenário cria um tom mais cauteloso para o curto prazo.
Mesmo assim, o banco avalia que o risco de queda nos preços segue limitado.
Europa e EUA seguem mais fortes
Enquanto a China desacelera, os fundamentos nas outras regiões continuam positivos.
Na Europa, cortes de capacidade e aumento de consumo fortalecem os preços.
Além disso, nos Estados Unidos, paradas programadas devem manter a oferta restrita.
BBI mantém visão positiva para SUZB3
O BBI reiterou recomendação de compra e destacou melhora esperada nos resultados.
Além disso, a Suzano conta com hedge cambial relevante, que pode gerar até R$ 3,6 bilhões em 2027.
Por fim, o banco vê a recente queda das ações como oportunidade, com yield de fluxo de caixa acima de 20% no longo prazo.