Dispersão

Veja as ações que podem deslanchar em 4 cenários possíveis na Bolsa, segundo a XP

Corretora vê aumento das incertezas políticas e geopolíticas e redefine apostas para diferentes cenários de mercado.

Veja as ações que podem deslanchar em 4 cenários possíveis na Bolsa, segundo a XP
  • XP Investimentos traçou quatro cenários para a Bolsa brasileira
  • Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e WEG (WEGE3) aparecem como defensivas
  • CSN (CSNA3) e Randoncorp (RAPT4) podem se beneficiar de maior apetite por risco

A XP Investimentos afirmou que o aumento das incertezas políticas no Brasil e das tensões geopolíticas globais ampliou a dispersão de cenários possíveis para a Bolsa brasileira.

Além disso, a corretora traçou quatro combinações macroeconômicas envolvendo conflito no Oriente Médio e percepção de risco doméstico. Com isso, a casa destacou ações que tendem a performar melhor em cada ambiente de mercado.

Exportadoras viram proteção em cenário de estresse

Segundo a XP, um cenário de escalada do conflito global combinado com deterioração da percepção sobre o Brasil tende a favorecer empresas defensivas e exportadoras.

Dessa forma, a corretora destacou Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e WEG (WEGE3) como nomes mais resilientes em momentos de maior aversão ao risco.

Ao mesmo tempo, o relatório aponta que juros globais elevados, câmbio pressionado e abertura da curva de juros local beneficiariam empresas dolarizadas e menos sensíveis ao ciclo doméstico.

Além disso, a XP vê a manutenção de estoques enxutos e demanda global relativamente resiliente ajudando exportadoras brasileiras.

Cíclicas podem liderar em cenário positivo

Por outro lado, caso haja melhora simultânea do ambiente político brasileiro e redução das tensões geopolíticas, a corretora acredita que ações de maior beta tendem a liderar os ganhos.

Nesse contexto, a XP destacou CSN (CSNA3), Randoncorp (RAPT4) e Tupy (TUPY3) entre as potenciais vencedoras em um cenário mais favorável para atividade econômica e apetite por risco.

Além disso, a casa também citou Vale (VALE3), Embraer (EMBJ3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) em cenários intermediários ligados à desaceleração das tensões globais e melhora dos fundamentos industriais.

Agora, investidores acompanham os desdobramentos políticos, a trajetória dos juros globais e os impactos das tensões internacionais sobre o mercado brasileiro.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.