
- Embraer (EMBJ3) acumula queda de cerca de 25% após balanço
- BTG vê pressão pontual nas margens e melhora gradual em 2026
- Carteira robusta de pedidos sustenta visão positiva para a fabricante
A Embraer (EMBJ3) segue pressionada após o balanço do primeiro trimestre de 2026 decepcionar parte do mercado, levando as ações a acumularem queda próxima de 25% desde a divulgação dos resultados.
Apesar da forte correção, o BTG Pactual avalia que o movimento abriu espaço para recuperação da fabricante de aeronaves, sustentada principalmente pela carteira robusta de pedidos e pela expectativa de normalização gradual da cadeia global de suprimentos.
Margens frustraram mercado no 1T26
Segundo os analistas, o principal fator negativo veio das margens abaixo do esperado nas divisões de aviação comercial e executiva.
O desempenho foi impactado por tarifas, mix menos favorável de clientes e produtos, além do aumento nos custos logísticos ao longo do trimestre.
Mesmo assim, o banco destaca que a companhia continua bem posicionada para entregar forte desempenho operacional nos próximos trimestres, à medida que os gargalos da cadeia produtiva perdem força.