
- Vibra Energia (VBBR3) teve a projeção de Ebitda para 2026 elevada em 33% pelo Morgan Stanley.
- O banco aumentou o preço-alvo de VBBR3 para R$ 41, enquanto o JPMorgan manteve alvo de R$ 40.
- Margens elevadas e possível desalavancagem reforçam a visão positiva para a ação.
A Vibra Energia (VBBR3) ganhou novas projeções positivas após as margens de combustíveis superarem as expectativas dos bancos. Morgan Stanley e JPMorgan enxergam um ambiente favorável para a distribuidora, apoiado pela oferta mais restrita de derivados e pela rentabilidade elevada do setor.
Além disso, o Morgan Stanley elevou em 33% sua estimativa de Ebitda para 2026 e aumentou o preço-alvo de VBBR3 de R$ 34 para R$ 41. O JPMorgan, por sua vez, reiterou recomendação de compra e manteve preço-alvo de R$ 40.
Vibra surpreende com margens mais fortes
O Morgan Stanley estima agora uma margem de combustíveis de R$ 295 por metro cúbico em 2026, contra R$ 213 na projeção anterior. Portanto, a revisão representa um avanço de 39% sobre a estimativa anterior.
Já o JPMorgan calcula que a margem integrada atual da Vibra esteja próxima de R$ 1,472 por litro. O valor supera em R$ 0,516 por litro o nível observado antes do conflito no Oriente Médio.
Enquanto isso, o repasse da queda dos custos para os preços nas bombas ocorre de forma gradual. Esse movimento pode prolongar, no curto prazo, o ambiente de rentabilidade mais elevada para as grandes distribuidoras.
Bancos veem VBBR3 chegar a R$ 41
O Morgan Stanley manteve recomendação overweight, equivalente à compra, para a Vibra. Além das margens mais fortes, o banco destaca a exposição da companhia ao negócio de distribuição e a possibilidade de redução da alavancagem.
Nesse sentido, eventuais vendas de ativos não estratégicos também poderiam liberar recursos e abrir espaço para dividendos maiores. Para o banco, a relação entre o cenário positivo e o negativo permanece favorável para VBBR3.
O JPMorgan também reforçou sua visão positiva e manteve preço-alvo de R$ 40. Assim, com estimativas de resultados mais fortes e margens acima do esperado, a Vibra segue entre as principais apostas dos bancos no setor de combustíveis.