Cautela

Natura (NATU3) enfrenta corte de projeções, mas XP ainda vê espaço para alta forte

Banco ficou mais conservador após balanço fraco, porém manteve recomendação de compra para as ações.

Foto: Divulgação/Natura
Foto: Divulgação/Natura
  • Natura (NATU3) teve projeções reduzidas pela XP
  • Banco manteve recomendação de compra para as ações
  • Mercado monitora possível saída antecipada da Advent

A Natura (NATU3) teve suas projeções reduzidas pela XP Investimentos após os resultados fracos do primeiro trimestre de 2026, movimento que aumentou a cautela do mercado com o curto prazo da companhia.

Mesmo assim, a corretora manteve recomendação de compra para os papéis e elevou o preço-alvo para R$ 13,50 no fim de 2026.

XP cortou lucro e Ebitda

A revisão ocorreu após a companhia apresentar desempenho abaixo do esperado no início do ano.

Além disso, a XP reduziu suas estimativas de lucro líquido entre 19% e 42% para 2026 e 2027, enquanto as projeções de Ebitda também sofreram cortes.

O banco avalia que pressões ligadas à inflação de custos, promoções comerciais e mudanças tributárias continuarão impactando margens ao longo do ano.

SAP e Copa entram no radar de risco

Os analistas também apontaram riscos relacionados à implementação do sistema SAP baseado em IA generativa.

Enquanto isso, a Copa do Mundo aparece como outro fator que pode afetar consumo e produtividade comercial no curto prazo.

Além disso, o fim da substituição tributária do ICMS deve gerar impacto negativo adicional no segundo trimestre.

Mercado ainda vê recuperação no segundo semestre

Apesar do cenário mais conservador, a XP acredita que a companhia poderá voltar a crescer no segundo semestre.

A avaliação considera campanhas para estimular vendas das consultoras e uma base comparativa mais favorável nos próximos trimestres.

O banco também projeta geração de caixa sólida, com fluxo de caixa livre estimado em aproximadamente R$ 1 bilhão.

Advent virou ponto de atenção

O mercado ainda monitora a possibilidade de a Advent exercer uma cláusula de saída antecipada do acordo firmado com a companhia.

Segundo a XP, caso isso aconteça, as ações podem sofrer pressão adicional devido às incertezas macroeconômicas e operacionais.

Mesmo assim, investidores seguem atentos ao potencial de recuperação da companhia após o ciclo recente de reestruturação.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.