Avon também recua

Natura (NATU3) afunda no prejuízo após queda nas vendas e pressão financeira no Brasil

Dona da Natura e Avon reverteu lucro no primeiro trimestre em meio à desaceleração do consumo e piora operacional.

Foto: Divulgação/Natura
Foto: Divulgação/Natura
  • Natura (NATU3) teve prejuízo de R$ 444,5 milhões no primeiro trimestre.
  • Queda nas vendas da Avon e desaceleração do consumo pressionaram resultados.
  • Dívida líquida e alavancagem aumentaram no período.

A Natura (NATU3) registrou prejuízo líquido de R$ 444,5 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 96,7 milhões apurado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, a deterioração do resultado ocorreu principalmente por conta da queda do lucro operacional, despesas extraordinárias e piora do resultado financeiro ligada a operações de proteção cambial da dívida em dólar.

Brasil segue pressionando resultados

Além disso, o grupo afirmou que o mercado brasileiro de beleza continua enfrentando desaceleração relevante em meio aos juros elevados e ao forte endividamento das famílias.

Nesse cenário, o impacto mais intenso ocorreu no Nordeste, região que segue pressionando o desempenho comercial da companhia.

A receita líquida consolidada caiu 7,7%, para R$ 4,7 bilhões. Enquanto isso, no Brasil, as vendas recuaram 5,5%, totalizando R$ 2,6 bilhões.

Avon continua pesando

A marca Natura apresentou queda mais moderada de receita no país, com retração de 3%. Por outro lado, a Avon voltou a registrar desempenho bastante fraco, com queda de 13,8% nas vendas brasileiras.

Além disso, a companhia afirmou que a redução da atividade de consultoras e problemas operacionais também afetaram os resultados.

Nos países hispânicos da América Latina, o cenário permaneceu pressionado. A divisão Hispana registrou retração de 10,5% na receita líquida.

Margens e dívida pioram

O Ebitda da companhia despencou 46,8%, para R$ 346 milhões, enquanto a margem caiu para 7,3%, redução de 5,3 pontos percentuais.

Segundo a administração, a rentabilidade foi afetada tanto pela queda de receita quanto pelo aumento de despesas não operacionais e esforços promocionais.

Ao mesmo tempo, a dívida líquida avançou para R$ 4 bilhões, alta de 15,3% frente ao trimestre anterior. Com isso, a alavancagem subiu para 2,12 vezes o Ebitda.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.