
- UBS BB passou a preferir petróleo e aço diante do novo cenário global.
- Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) lideram as apostas no setor de energia.
- Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) se beneficiam de proteção tarifária e preços mais fortes.
O UBS BB revisou sua estratégia para o setor de commodities após a escalada das tensões no Oriente Médio e passou a adotar uma postura mais defensiva. Em novo relatório, o banco elevou a preferência por empresas ligadas ao petróleo e ao aço, enquanto reduziu a exposição a segmentos mais dependentes da atividade econômica global.
Nesse cenário, os destaques da instituição passam a ser a Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4), empresas consideradas mais resilientes diante do novo ambiente de inflação elevada e crescimento econômico mais fraco.
Petróleo ganha protagonismo
O UBS BB avalia que o mercado entrou em um novo ciclo marcado por restrições de oferta de energia.
Com isso, o banco projeta o Brent próximo de US$ 90 por barril em 2026 e ao redor de US$ 80 em 2027, patamares que sustentam a geração de caixa das petroleiras.
Entre as preferidas, a Prio (PRIO3) lidera a lista. O banco estima retorno de fluxo de caixa livre de 18% em 2026 e de 25% em 2027. Já a Petrobras (PETR4) continua atraente pelo potencial de dividendos, com yield projetado em torno de 11%, embora o relatório ressalte a existência de riscos políticos envolvendo a estatal.
Aço também entra no radar
No setor siderúrgico, o UBS BB destaca que as barreiras tarifárias implementadas por países como Brasil, Estados Unidos e México aumentaram a proteção do mercado local contra importações.
Segundo os analistas, esse movimento fortalece a posição de empresas como Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4), que conseguem capturar preços mais elevados e preservar margens mesmo em um ambiente de desaceleração econômica global.
Além disso, o mercado tem atribuído prêmio às siderúrgicas devido à percepção de menor exposição aos riscos associados à demanda internacional por commodities.