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Petróleo despenca mais de 9% após trégua no Oriente Médio e alivia temor de choque global

Brent volta a ficar abaixo de US$ 90 com pausa nos ataques dos EUA ao Irã e melhora nas perspectivas para a oferta mundial de petróleo.

Petróleo, petroleiras
Foto de Kokhanchikov
  • Petróleo Brent caiu mais de 9% e voltou a ser negociado abaixo de US$ 90 por barril.
  • Mercado reagiu à suspensão dos ataques dos EUA ao Irã e ao avanço das negociações diplomáticas.
  • Analistas alertam que a trégua pode ser temporária e o risco geopolítico continua elevado.

O mercado de petróleo registrou forte queda nesta segunda-feira após sinais de desescalada do conflito no Oriente Médio. O Brent despencou mais de 9%, voltando a negociar abaixo de US$ 90 por barril, depois de ter superado a marca de US$ 100 nos últimos dias.

A redução das tensões ocorreu após os Estados Unidos suspenderem os ataques ao Irã e surgirem sinais de avanço nas negociações diplomáticas envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Trégua reduz temor sobre a oferta global

Segundo informações da Bloomberg, Washington interrompeu uma sequência de 13 dias de ataques contra alvos ligados ao Irã, enquanto Teerã evitou novas retaliações e iniciou conversas com Omã.

Ao mesmo tempo, navios voltaram a se preparar para carregar petróleo no terminal do Caspian Pipeline Consortium, importante corredor de exportação do petróleo do Cazaquistão, reduzindo as preocupações com a oferta global.

A combinação desses fatores diminuiu o prêmio de risco embutido nos preços do petróleo e provocou uma forte realização de lucros no mercado.

Mercado segue atento ao Oriente Médio

Apesar da queda, analistas alertam que o cenário permanece frágil e qualquer nova escalada militar pode provocar uma recuperação rápida das cotações.

Nos últimos meses, os preços do petróleo foram impulsionados pelos ataques dos Houthis no Mar Vermelho e pelas ameaças ao fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, elevando os temores de inflação e pressionando os mercados globais.

Mesmo com a correção desta sessão, o Brent ainda acumula forte valorização no mês, refletindo o elevado nível de incerteza geopolítica na região.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.