Varejo digital

Magazine Luiza (MGLU3) ganha impulso com Amazon, mas JPMorgan mantém recomendação de venda

Banco vê parceria como positiva para ampliar alcance digital e atrair novos consumidores, mas continua cauteloso com valuation da varejista.

Magazine Luiza5
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  • Magazine Luiza (MGLU3) venderá produtos diretamente na plataforma da Amazon no Brasil.
  • JPMorgan vê potencial de crescimento nas vendas e na operação logística da companhia.
  • Banco mantém recomendação de venda para MGLU3 apesar da avaliação positiva da parceria.

O Magazine Luiza (MGLU3) anunciou uma parceria estratégica com a Amazon (AMZO34) para vender produtos diretamente na plataforma da gigante americana no Brasil. Na avaliação do JPMorgan, o acordo pode ampliar significativamente o alcance digital da companhia e ajudar a impulsionar as vendas online nos próximos trimestres.

A iniciativa ocorre em um momento em que o Magalu busca acelerar seu crescimento digital em meio a um ambiente competitivo e desafiador para o varejo eletrônico.

Parceria amplia acesso a novos clientes

A estratégia prevê a venda de produtos comercializados diretamente pelo Magazine Luiza, incluindo TVs, eletrodomésticos e itens de marcas próprias e parceiras, dentro do marketplace da Amazon.

Segundo a administração da companhia, a iniciativa faz parte da estratégia de ampliar presença em múltiplos canais de venda, alcançando consumidores que atualmente não fazem parte do ecossistema da empresa.

De acordo com estimativas do Magalu, cerca de 75% das vendas realizadas via Amazon deverão ser destinadas a clientes que hoje não compram regularmente nos canais da varejista.

Logística também pode ganhar relevância

Além das vendas, a parceria abre espaço para expansão da Magalog, braço logístico do Magazine Luiza.

Inicialmente, as entregas dos produtos vendidos pela companhia na Amazon serão realizadas pela própria operação logística do grupo. Em uma segunda fase, a expectativa é que a Magalog também passe a atender outros vendedores presentes no marketplace.

Para o JPMorgan, a combinação entre vendas adicionais e ganhos logísticos pode gerar impacto positivo nos resultados de curto prazo, especialmente diante da proximidade da Copa do Mundo, período tradicionalmente favorável para categorias como eletrônicos e televisores.

Banco segue cauteloso com as ações

Apesar da avaliação positiva sobre a parceria, o JPMorgan manteve recomendação de venda para MGLU3.

Os analistas argumentam que as ações continuam negociando a múltiplos elevados, próximos de 17 vezes o lucro estimado para 2026 e 6 vezes para 2027, o que limita o potencial de valorização na visão do banco.

Ainda assim, o mercado acompanha de perto a evolução da parceria, que pode representar uma importante alavanca para o crescimento digital da companhia nos próximos trimestres.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.