
- Vibra (VBBR3) afirmou que mudanças na mistura de etanol exigem adaptação logística
- Aumento de poucos pontos percentuais representa grandes volumes de combustível
- Companhia dobrou importações de diesel durante crise no Oriente Médio
A Vibra (VBBR3) alertou que eventuais mudanças no percentual de etanol misturado à gasolina exigem planejamento e tempo de adaptação de toda a cadeia logística de combustíveis.
Durante o Energy Summit, o presidente da companhia, Ernesto Pousada, afirmou que a capacidade de reação do setor não acontece de forma imediata quando ocorrem alterações nas regras de mistura.
Mudança parece pequena, mas impacto é bilionário
Segundo o executivo, um aumento de apenas um ou dois pontos percentuais na mistura representa volumes extremamente elevados de combustível em todo o país.
Além disso, a distribuição envolve uma complexa estrutura logística que vai dos terminais portuários até os postos de combustíveis espalhados pelo interior do Brasil.
Por isso, Pousada destacou que medidas anunciadas com antecedência ajudam a evitar custos extras que podem acabar pressionando os preços ao consumidor.
Decisão sobre nova mistura foi adiada
A declaração ocorre após o adiamento da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que avaliaria elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%.
Enquanto isso, o mercado segue acompanhando os impactos que uma eventual mudança poderá gerar sobre produtores, distribuidoras e consumidores.
A Vibra também revelou que, durante o recente conflito no Oriente Médio, decidiu dobrar as importações de diesel, buscando garantir o abastecimento nacional diante das incertezas no mercado internacional.