Espaço para valorização

Tenda (TEND3) ganha apoio de bancos após avanço da Alea e pode destravar novo ciclo de crescimento

Itaú BBA e JPMorgan reforçam recomendação de compra após visitarem operações da subsidiária.

Tenda (TEND3) ganha apoio de bancos após avanço da Alea e pode destravar novo ciclo de crescimento
  • Tenda (TEND3) recebeu avaliações positivas de Itaú BBA e JPMorgan após visita à Alea.
  • Subsidiária avançou na produtividade e está mais próxima do equilíbrio operacional.
  • Bancos mantiveram recomendação de compra e veem potencial adicional para as ações.

A Tenda (TEND3) recebeu avaliações positivas de analistas do Itaú BBA e do JPMorgan após uma visita técnica às operações da Alea, subsidiária responsável pelo modelo industrializado de construção da companhia.

Além disso, os bancos concluíram que o plano de recuperação da Alea está avançando conforme o esperado, reduzindo uma das principais preocupações dos investidores nos últimos anos.

Alea mostra evolução operacional

Segundo o Itaú BBA, a visita reforçou a percepção de que as medidas de eficiência e redução de custos estão sendo executadas dentro do cronograma traçado pela administração.

O banco destacou especialmente o avanço da produtividade nos canteiros, que já atingiram a capacidade de produzir quatro casas por dia em seu principal polo operacional.

Além disso, uma nova etapa do plano prevê redução gradual da estrutura operacional, medida que pode acelerar a busca pelo equilíbrio do fluxo de caixa.

Bancos enxergam potencial de valorização

Mesmo após uma forte alta das ações neste ano, os analistas continuam enxergando espaço para valorização.

O Itaú BBA manteve preço-alvo de R$ 43 para os papéis, enquanto o JPMorgan projeta R$ 48,50 por ação.

Por isso, ambas as instituições reiteraram recomendação equivalente à compra, destacando que a recuperação da Alea pode destravar valor relevante para a companhia.

Industrialização vira diferencial estratégico

Um dos pontos que mais chamou atenção dos analistas foi o avanço do modelo industrializado adotado pela subsidiária.

A produção de componentes em fábrica reduziu significativamente a dependência de mão de obra nos canteiros, diminuindo custos e aumentando a eficiência operacional.

Além disso, a possibilidade de a Caixa Econômica Federal realizar medições diretamente na fábrica melhora a dinâmica de capital de giro e favorece a geração de caixa da operação.

Próxima etapa mira expansão e rentabilidade

A administração informou que a prioridade atual continua sendo aumentar a rentabilidade antes de acelerar o crescimento da subsidiária.

Após concluir a etapa de redução de custos prevista para 2026, a empresa pretende ampliar gradualmente a escala das operações e inaugurar um novo polo na região de Campinas em 2027.

Nesse cenário, os bancos acreditam que a Alea poderá atingir equilíbrio de caixa ao longo de 2027 e se tornar um importante motor de crescimento para a Tenda nos próximos anos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.