
- Vale (VALE3) pode destravar 1,6 bilhão de toneladas de reservas.
- Mudança regulatória pode liberar até 30 milhões de toneladas anuais de produção.
- Goldman Sachs vê a revisão como importante catalisador de longo prazo.
A Vale (VALE3) ganhou um novo potencial gatilho de valorização após surgirem informações de que o governo federal avalia revisar as regras que disciplinam atividades de mineração em áreas com cavidades naturais subterrâneas.
Segundo o Goldman Sachs, uma eventual flexibilização do decreto pode liberar o acesso a cerca de 1,6 bilhão de toneladas de reservas minerais, volume equivalente a aproximadamente 12% das reservas totais da companhia.
Serra Norte está no centro da discussão
De acordo com o banco, as restrições atuais são o principal obstáculo para o licenciamento de importantes depósitos localizados em Serra Norte, uma das regiões mais estratégicas da mineradora.
A própria Vale já indicou anteriormente que uma mudança nas regras poderia destravar até 30 milhões de toneladas por ano de produção de minério de ferro de alto teor.
Além disso, a medida ajudaria a compensar o esgotamento gradual das minas atualmente em operação na região.
Produção, custos e reservas podem ser beneficiados
Na avaliação do Goldman Sachs, a revisão regulatória teria impacto positivo sobre a vida útil das reservas, a produção futura e a estrutura de custos da companhia.
O banco destaca que a flexibilização poderia reduzir a necessidade de movimentação de estéril, diminuir investimentos e aumentar a eficiência operacional dos ativos do Sistema Norte.
Atualmente, as minas em operação sustentam cerca de 13 anos de atividade, mas projetos ainda não licenciados poderiam ampliar esse horizonte até 2048.
Banco mantém recomendação de compra
Embora não faça previsões sobre a chance de a mudança ser aprovada, o Goldman Sachs considera o tema um dos principais catalisadores estruturais para a Vale.
O banco acredita que, como a infraestrutura já está instalada na região, eventuais benefícios poderiam começar a aparecer em menos de dois anos após uma eventual alteração das regras.
Diante desse cenário, a instituição manteve recomendação de compra para os ADRs da mineradora, com preço-alvo de US$ 18.