Valuation acirra disputa

OpenAI mira IPO bilionário e faz Bank of America mudar de estratégia após recusa de crédito

Banco liberou US$ 520 milhões para a dona do ChatGPT após concluir que poderia ficar de fora de uma das maiores aberturas de capital da história.

OpenAI - Reprodução: Reuters
OpenAI - Reprodução: Reuters
  • OpenAI recebeu uma nova linha de crédito de US$ 520 milhões do Bank of America.
  • IPO da OpenAI foi um dos fatores que motivaram a mudança de postura do banco.
  • Valuation de US$ 852 bilhões aumenta a disputa de Wall Street pela futura oferta de ações.

O Bank of America mudou sua postura em relação à OpenAI e aprovou uma linha de crédito de US$ 520 milhões para a empresa de inteligência artificial. A decisão ocorre após o banco ter recusado um pedido semelhante anteriormente, quando avaliava o negócio como arriscado.

Agora, a expectativa de um IPO bilionário da dona do ChatGPT levou a instituição a rever sua estratégia, de olho em uma participação relevante na futura oferta de ações.

IPO da OpenAI mudou avaliação do banco

Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, o Bank of America concluiu que ficar de fora da abertura de capital da OpenAI poderia representar uma perda estratégica para sua divisão de banco de investimento e gestão de patrimônio.

Além disso, o financiamento eleva para mais de US$ 5 bilhões o total de linhas de crédito disponíveis para a empresa, reforçando a confiança do mercado mesmo sem a companhia apresentar lucro.

Enquanto isso, a OpenAI continua avaliando o melhor momento para estrear na Bolsa. A companhia já protocolou, de forma confidencial, a documentação para um possível IPO, mas ainda não definiu uma data para a operação.

Valuation bilionário reforça corrida dos bancos

Neste ano, a OpenAI levantou recursos privados com um valuation de US$ 852 bilhões, consolidando-se entre as empresas mais valiosas do mundo antes mesmo de abrir capital.

Por isso, grandes bancos de Wall Street intensificam a disputa para participar da operação, já que ofertas dessa magnitude costumam gerar receitas bilionárias com assessoria financeira e distribuição de ações.

Mesmo assim, a empresa afirma que permanecer privada ainda oferece vantagens estratégicas, especialmente para continuar investindo em inteligência artificial antes de decidir pelo momento ideal da listagem.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.