
- Axia Energia (AXIA3) teve a projeção de resultado do 2T26 reduzida pelo Goldman Sachs.
- O banco afirma que a queda dos preços da energia deve afetar apenas o curto prazo.
- A tese de dividendos permanece intacta, com expectativa de retorno entre 10% e 14% ao ano.
A Axia Energia (AXIA3) deve apresentar um segundo trimestre mais fraco do que o esperado, na avaliação do Goldman Sachs. O banco revisou para baixo sua projeção de resultado após a queda dos preços da energia elétrica, mas manteve uma visão positiva para a companhia e para sua capacidade de distribuir dividendos.
Embora o desempenho operacional de curto prazo deva ser pressionado, o Goldman acredita que os fundamentos da empresa permanecem sólidos e que a geração de caixa continua favorecendo os acionistas.
Queda da energia reduz projeção para o trimestre
O Goldman Sachs cortou sua estimativa de Ebitda ajustado da Axia para R$ 6,2 bilhões, abaixo da projeção anterior de R$ 6,7 bilhões e cerca de 9% inferior ao consenso do mercado.
Segundo o banco, a revisão reflete principalmente a queda dos preços da energia em 2026, provocada pelo aumento das chuvas e pelas temperaturas mais baixas, fatores que elevaram a oferta e reduziram a demanda no mercado de curto prazo.
Apesar disso, o impacto sobre as estimativas anuais foi limitado. O banco reduziu em apenas 3% a projeção de Ebitda para 2026 e manteve inalteradas as expectativas para 2027.
Goldman mantém confiança nos dividendos
Na avaliação do Goldman, a piora do trimestre não altera a principal tese de investimento da companhia: a distribuição de proventos.
O banco continua projetando um retorno entre 10% e 14% ao ano por meio de dividendos e recompras de ações entre 2026 e 2028, mantendo a Axia como sua principal recomendação entre as geradoras de energia no Brasil.
Além disso, o Goldman reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 67 para AXIA3, destacando que a companhia segue bem posicionada para capturar ganhos caso os preços da energia avancem nos próximos anos.