Margens pressionadas

Romi (ROMI3) fatura mais, mas lucro cai 15% com avanço dos custos no 2º trimestre

Receita cresceu 5,9% entre abril e junho, mas alta dos custos pressionou a rentabilidade e levou o Ebitda a recuar no período.

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  • O lucro da Romi (ROMI3) caiu 15%, para R$ 13,9 milhões, no 2T26.
  • A receita cresceu 5,9%, mas os custos avançaram 11,5% e pressionaram a rentabilidade.
  • O Ebitda recuou 5,9%, enquanto a companhia encerrou junho com R$ 368,3 milhões em recursos financeiros.

A Romi (ROMI3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 13,9 milhões, queda de 15% na comparação anual. O resultado recuou apesar do crescimento de 5,9% da receita, que alcançou R$ 334,8 milhões entre abril e junho.

O aumento dos custos pesou sobre a rentabilidade da fabricante de máquinas. Os custos dos produtos e serviços vendidos avançaram 11,5% e chegaram a R$ 255,9 milhões, em ritmo superior ao crescimento do faturamento.

Custos pressionam resultado da Romi

O Ebitda da Romi somou R$ 26,8 milhões no trimestre, com queda de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025. Assim, os números mostram que o avanço da receita não foi suficiente para impedir a pressão sobre o resultado operacional.

Entre os negócios, a unidade Máquinas Romi teve receita de R$ 208 milhões, queda de 0,5%. Em contrapartida, a Burkhardt + Weber avançou 52,7%, para R$ 88,7 milhões, enquanto Fundidos e Usinados recuou 22,4%, para R$ 38,1 milhões.

Por outro lado, o resultado financeiro melhorou e ficou positivo em R$ 8,1 milhões, ante R$ 3,3 milhões um ano antes. Ao fim de junho, a companhia também mantinha R$ 368,3 milhões em caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.