
- O Bitcoin (BTC) voltou a superar US$ 65 mil após novos dados de inflação abaixo do esperado nos EUA.
- Os ETFs de Bitcoin registraram entrada líquida de US$ 181 milhões, liderados pelo fundo da BlackRock.
- O mercado segue atento às próximas decisões do Federal Reserve sobre os juros americanos.
O Bitcoin (BTC) voltou a superar a marca de US$ 65 mil na última quarta-feira (15), embalado por novos dados de inflação mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos. A criptomoeda era negociada perto de US$ 65.275, acumulando alta de 2% nas últimas 24 horas.
O movimento ganhou força após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI), que recuou 0,3% em junho, contrariando as expectativas do mercado. O resultado reforçou o cenário de desaceleração da inflação, um dia após a divulgação de um CPI também considerado benigno.
ETFs voltam a atrair investidores
Além do cenário macroeconômico, o retorno do fluxo para os ETFs de Bitcoin ajudou a impulsionar a criptomoeda. Os fundos negociados em bolsa nos Estados Unidos receberam US$ 181 milhões em novos aportes na terça-feira, recuperando parte das saídas registradas no início da semana.
O principal destaque foi o IBIT, da BlackRock, responsável por aproximadamente US$ 139 milhões das entradas. Já o FBTC, da Fidelity, captou cerca de US$ 21 milhões.
Apesar da forte valorização, o rali perdeu parte da força ao longo do dia. Investidores continuam monitorando os próximos indicadores econômicos e as sinalizações do Federal Reserve sobre o início do ciclo de cortes de juros, fator que segue sendo decisivo para os ativos de maior risco, como o Bitcoin.