Cenário misto

Vale (VALE3) oscila entre China fraca e minério em alta; analistas seguem divididos

Economia chinesa desacelera, mas disparada do minério de ferro sustenta as ações; mercado também acompanha mudanças no conselho e balanço do 2º trimestre.

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  • VALE3 oscila entre a desaceleração da economia chinesa e a alta do minério de ferro.
  • O mercado acompanha a mudança no comando do conselho e o balanço do 2T26, previsto para 30 de julho.
  • Analistas seguem divididos, mas bancos como BTG e Bradesco BBI mantêm recomendação de compra para a mineradora.

As ações da Vale (VALE3) operaram sem direção definida na última quarta-feira (15), refletindo um cenário de forças opostas para a mineradora. Enquanto a desaceleração da economia chinesa preocupa investidores, a alta recente do minério de ferro ajuda a limitar as perdas dos papéis.

O mercado também monitora mudanças na governança da companhia e a divulgação dos resultados do segundo trimestre, prevista para o fim do mês.

China preocupa, mas minério oferece suporte

A economia da China cresceu 4,3% no segundo trimestre, no ritmo mais fraco em mais de três anos. Como o país é o principal comprador do minério brasileiro, o dado reforçou preocupações sobre a demanda pela commodity.

Por outro lado, os preços do minério de ferro avançaram para as máximas de várias semanas após temores sobre a oferta global, impulsionados pela possibilidade de greve em um importante porto da Austrália. O movimento ajudou a dar suporte às ações da Vale.

Para o Bradesco BBI, a expectativa é de recuperação dos preços do aço a partir do fim de agosto, favorecendo o minério de ferro. O banco mantém recomendação de compra para VALE3, enquanto a XP segue com recomendação neutra.

Conselho e balanço entram no radar

Além do cenário macroeconômico, investidores acompanham mudanças no conselho de administração da mineradora. Nesta semana, a Vale elegeu Wilfred Theodoor Bruijn como presidente interino do colegiado após a saída de Daniel Stieler.

Outro foco é o resultado do segundo trimestre, que será divulgado em 30 de julho. Bancos como Safra e Itaú BBA projetam um Ebitda menor na comparação trimestral, pressionado por preços realizados mais baixos do minério e custos maiores na operação de ferrosos, embora a divisão de metais básicos deva apresentar desempenho mais forte.

Apesar das incertezas de curto prazo, a maior parte das casas de análise mantém uma visão construtiva para a mineradora. Segundo levantamento da LSEG, predominam recomendações de compra ou manutenção, refletindo um mercado ainda dividido sobre o potencial de valorização das ações.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.