
- Assaí (ASAI3) estreia a Assaí Farma com plano de expansão para até 250 unidades.
- XP vê potencial para aumentar receitas e diluir custos das lojas.
- Safra avalia que o projeto ainda não deve provocar uma reprecificação relevante das ações.
O Assaí (ASAI3) inaugura nesta quinta-feira (16) sua primeira unidade da Assaí Farma, instalada na loja Anhanguera, em São Paulo. A entrada no varejo farmacêutico é vista por analistas como uma estratégia capaz de aumentar receitas, melhorar margens e elevar a eficiência operacional das lojas.
Apesar da avaliação positiva sobre o projeto, bancos afirmam que a iniciativa ainda não é suficiente para mudar a percepção do mercado sobre a companhia ou impulsionar uma reprecificação significativa das ações no curto prazo.
Projeto aposta em expansão gradual
A XP Investimentos avalia que o modelo exige baixo investimento e oferece elevado potencial de retorno sobre o capital. A estratégia prevê um projeto-piloto com 25 farmácias em 2026, com possibilidade de expansão para até 250 unidades nos próximos anos.
Segundo a corretora, a operação deve aproveitar a estrutura já existente das lojas do Assaí, contribuindo para diluir custos fixos e fortalecer a rentabilidade da rede, especialmente em um ambiente mais desafiador para o atacarejo.
Ainda assim, a XP destaca que a margem da operação tende a ficar abaixo da registrada pelas grandes redes farmacêuticas, já que o negócio começará com escala reduzida.
Bancos veem efeito positivo, mas limitado
O Banco Safra estima que, mesmo com 250 unidades operando em plena maturidade, a Assaí Farma representaria cerca de 2,7% do Ebitda consolidado esperado para a companhia em 2027.
Nesse cenário, a operação poderia gerar R$ 1,5 bilhão em receita bruta e aproximadamente R$ 133 milhões em Ebitda, contribuindo para melhorar a eficiência das lojas, mas sem alterar, isoladamente, a tese de investimento da empresa.
Os analistas também avaliam que o perfil de consumo será diferente das grandes redes de farmácia, com foco em compras planejadas. A expectativa é de uma receita média mensal de R$ 622 mil por unidade, abaixo da observada nas principais varejistas do setor.