
- BofA elevou B3 (B3SA3) de neutra para compra e fixou preço-alvo de R$ 22.
- Banco vê potencial de valorização de cerca de 40% após a forte queda recente das ações.
- Analistas afirmam que o mercado subestima a resiliência do modelo de negócios da B3.
As ações da B3 (B3SA3) fecharam entre as maiores altas do Ibovespa na quarta-feira (15), avançando 2,35%, a R$ 15,69, após o Bank of America (BofA) elevar sua recomendação de neutra para compra.
O banco também aumentou o preço-alvo dos papéis de R$ 20 para R$ 22, enxergando potencial de valorização de aproximadamente 40%, além de um dividend yield estimado de 10% para 2027.
BofA vê ação barata após forte queda
Segundo o relatório, a queda de 23% das ações desde o pico registrado em abril levou a B3 para níveis considerados atrativos de valuation.
O banco destaca que a companhia negocia atualmente a cerca de 11,2 vezes o lucro projetado para 2027, próximo das mínimas históricas, e acredita que o mercado está subestimando sua capacidade de atravessar diferentes ciclos econômicos.
Na avaliação dos analistas, o modelo de negócios diversificado da operadora da Bolsa reduz a dependência da trajetória da Selic e torna os resultados mais resilientes do que muitos investidores imaginam.
Lucro e receitas podem crescer mesmo com juros altos
O BofA ressalta que apenas cerca de 30% das receitas da B3 são diretamente favorecidas por uma queda dos juros, enquanto aproximadamente 60% vêm de atividades ligadas ao mercado de capitais, volatilidade e serviços recorrentes.
Com isso, o banco elevou suas projeções de lucro líquido para 2026 e 2027, passando a estimar crescimento de 26% e 7%, respectivamente.
Além disso, a expectativa é de avanço de 14% na receita em 2026 e de 8% em 2027, sustentando a visão positiva para as ações mesmo em um ambiente de juros elevados.